quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Começou!



Parecia festa de largo. Era gente que não acabava mais. Uns atrasados, outros implorando na última hora para entrar. E o resultado foi muita gente suando, correndo e gritando pelo passeio público.
Realizamos o primeiro dia de oficina pelo projeto e a aula foi massa. Muito suor, bastante trabalho físico (a cara d'A Outra) e com o calor que está fazendo em Salvador, não demorou muito até a galera começasse a pedir água. Utilizamos isso como elemento motivador dos exercícios e o resultado foi muito bom.
Aconteceu a integração entre os participantes, coisa fundamental no primeiro dia de trabalho. A turma, apesar de grande, conseguiu manter a concentração e se empenhou nos exercícios e no final da aula já deu pra perceber um início de relações surgidas no exercício de improvisação.
Amanhã tem de novo. Daremos continuidade ao trabalho e o dia promete mais calor, muitas brincadeiras, diversão e muito exercício.

Trabalhos Potiguares

Salve salve, caríssimos hermanos! Depois de muita ralação por aqui, finalmente já estamos debruçados e debulhando o da Aimara...digo, o texto, tradução dela. Bom, vcs me entenderam, claro. Temos nos divertido muito e , com o nosso "Fernandinho" de volta ao terreno de cá, estamos com o time mais q completo. A bola tá rolando. Estamos muito felizes e animados com essa partida q se aproxima. E por aí? Como vão os OUTROS?

Abraços,

Marco

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Êta negócio divertido!

Engraçado como esse negócio de ler vários personagens é divertido e amplia a nossa compreensão do texto, da atmosfera, dos artifícios, das justificativas...
Ontem, (quero dizer, anteontem, pois já passa das 03 da madrugada) retomamos os trabalhos com o texto. Conversamos um pouquinho e fomos para a leitura, e infelizmente por conta da festa de 2 de fevereiro Ritinha não conseguiu chegar para a leitura (... nada contra a festa pelo amor de Iemanjá, mas como Ritinha mora no Rio Vermelho, local da festa, foi impossível que ela se juntasse a nós), por conta disso, eu acabei lendo, além de Longaville e Natanael, personagens indicados por Fernando, Meio-Quilo e a Princesa.
Rapaz, eu me divertir!
Na hora de ler os outros dois personagens tinha toda a preocupação de entender as falas, de pensar no ritmo, na métrica, mas na hora de ler a Princesa era um negócio leve, divertido de fazer e de entender as ferruadas que a nobre dá no Rei, em Boyet, e cia.
Já com Meio-Quilo me divertir ainda mais. Primeiro por que Luiz que está lendo Armado testou um sotaque que era uma mistura de castelhano, com italiano, às vezes tinha um surto de português de Portugal e acho que tinha até um pouquinho de sardo ou de provençal no meio. E segundo por que quando dois personagens que estava lendo se cruzavam era um negócio de fala fino, fala grosso pra mudar de personagem (Buranga e Luiz também passaram por isso um bocado... rsrrsrs).
Enfim, o trabalho rendeu, cronometramos a leitura do texto todo (cerca de 2 horas e 45 minutos), e amanhã começa a oficina que iremos ministrar pelo projeto. A procura foi tão grande que a gente até tentou reabrir a Fonte Nova pra dar aula lá pra caber todo mundo (exagerado!!!), mas a gente vai se ajeitar pelo Passeio Público mesmo.
Amanhã tem oficina, vai ser massa e que março chegue!

Em casa

Ontem encontrei, pela primeira vez nesse ano, com meus parceiros dos Clowns de Shakespeare, já que as viagens, tanto de férias, quanto de trabalho, evitou que nos encontrássemos todos até então. No trabalho de ontem, não tivemos tempo para pegar o texto do Trabalhos de Amor Perdidos, diante de todas as questões administrativas que precisávamos dar conta para começar o ano de trabalho, mas chegamos a conversar um pouco, tanto sobre o trabalho já feito em Salvador, quanto sobre as leituras que eles fizeram na semana passada, e de como foi esse primeiro contato com o texto.

Já hoje, pela primeira vez, pudemos trabalhar sobre o texto. Fizemos uma leitura dos quatro primeiros atos, confrontando as divisões de movimentos de cena que eles fizeram na semana passada, com o que fiz com os meninos d'A Outra em Salvador. É muito interessante perceber as semelhanças de análise, assim como nas diferenças de sotaques, e na intimidade que, obviamente, já temos com a prosódia shakespeariana, diferente das dificuldades que a maior parte dos atores d'A Outra tiveram. Por outro lado, só diante do trabalho aqui em Natal, por contraste, pude perceber como conseguimos aprofundar na análise em Salvador, como a compreensão sobre o texto e o universo temático de Trabalhos foi apropriada e garantida com os atores baianos, coisa que ainda não conseguimos chegar por aqui.

Enfim, diferenças complementares, que só me fazem desejar ainda mais que março chegue logo, para colocarmos essas histórias diferentes de vida e de teatro para intercambiarem!

P.S.: Importante registrar que hoje, finalmente, conseguimos garantir a ida da Camille, nossa mais nova colaboradora/estagiária, que vai conosco para Salvador trabalhar no Conexão. Bem-vinda, Magrela!!!!
...mas permita só mais algumas palavrinhas...

Na verdade quero compartilhar sobre a minha investigação em "Armado", ou melhor "Don Adriano de Armado", um dos personagens do "Trabalhos de Amos Perdidos".

Num dos encontros com o Fernando, lá na semana retrasada ou re-retrasada... enfim, enquanto eu lia o Armado, ele me pediu par experimentar um sotaque espanhol. Naquele dai dei uma travadinha aqui outra ali, o sotaque quase não apereceu - na verdade usei a lógica do raciocínio e não deixei que a brincadeira se instalasse, tentei lembrar das regras da língua espanhola falada ao invés de deixar sair o que era o "meu" espanhol.

O fato é que ontem, optei por seguir o caminho do estrangeirado... já diz
Holofernes (um outro personagem da peça) num diálogo com Nataniel sobre Armado: "(...) Pensa arrogantemente, sua fala é dogmática, sua linguagem é elaborada, seu olhar ambicioso, seu andar majestoso, e o seu comportamento, de um modo geral, é fútil, ridículo, e presunçoso. É muito cheio de trejeitos, enfeitadíssimo, afetadíssimo, muitíssimo excêntrico; eu diria, mesmo, muito estrangeirado."

Armado que ao final da cena 2 do ato I, afirma sua nacionalidade espanhola, veio ontem cheio de sotaques e modos de falar europeus. Joguei o que vinha na minha cabeça. Fui no sentido contrário. Deixei as palavras me conduzirem e afirmarem o jogo entre eu e meus colegas sentados todos em volta de mesas. Saiu espanhol, italiano, português (de Portugal!), russo, portunhol, inglês... uma mistureba da zorra!

Sei que ao final, um janela foi aberta para o entendimento deste homem ilário e apaixonado. Agora é mergulhar e decsobrir mais.

Simbora!

"Trabalhos" retomados

Ontem, a noite, nos encontramos - A Outra aqui em Salvador - pra retomarmos os trabalhos coletivamente sobre a comédia shakespeareana.

Na semana passada, cada um de nós ficou de fazer o seu dever de casa: estudar o texto, compreendê-lo, destacar imagens, decupar as falas, anotar dúvidas... Para que a partir de ontem nos detivéssemos aos encontros onde: primeiro faríamos uma leitura geral e corrida do texto para relembrarmos e cronometrarmos o tempo, e depois trabalharíamos em cima do binômio ritmo-entendimento da peça.

Assim feito, ontem, dia 02 de fevereiro, as 19h, nos encontramos na Sala 02 do Teatro Vila Velha - em meio ao finalzinho da festa de Iemanjá - e lemos o texto todo. Quanto tempo? Quanto tempo? Uns apostaram em 02:30h, outros em 02:40h... nem uns nem outros, deu 02h 47min! Isso mesmo! DUAS HORAS E QUARENTA E SETE MINUTOS! Êita quanta coisa pra cortar, quanto trabalho pra fazer... é porque daí a gente pode desconsiderar uns 10 minutos - que foi de gaguejos em palavras, de silêncios que alguém se perdeu no texto... E também com mais trabalho e tendo dissecado o texto tal como pretendemos fazer nos próximos dias, certamente reduziremos uns 15 minutos mais... Mesmo assim ainda tem muito o reduzir. Afinal, o nosso teto é de 02 horas - no máximo! Ai ai meu Deus!

A leitura no geral foi bem bacana! Alguns esclarecimentos de cenas e falas aconteceram na prática, algumas cenas ganharam vida a partir do jogo estabelecido... risadas, um clima descontraído, a gente a vontade, e a resenha rolando... BOIÓÓÓÓ...

Vambora minha gente, o trabalho tá aí pra ser feito e se fazendo!

domingo, 1 de fevereiro de 2009


Êita, sô!
Hoje, 1º de fevereiro, véspera da festa da Mãe das Águas - Iemanjá, faltando apenas 03 dais para começarmos a oficina de iniciação teatral que a gente d'A Outra via ministrar, em virtude do Conexão Shakespeare-Nordeste, é preciso agradecer a todas as pessoas que enviaram e-mail para o e-mail da companhia querendo se inscrever.

No total, foram cerca de 90 e-mails recebidos, uns 50 telefonemas só nesta última semana, e sem falar nas pessoas que apareceram aqui no Teatro Vila Velha querendo informações.

A oficina que teria 30 vagas, acabou fechando com 45 pessoas inscritas. Deixando umas 50 pessoas com água na boca. Mas deixemos a cena para os encenadores e o drama para os dramaturgos de plantão! Em março, outras oficinas acontecerão, aqui no Teatro, gratuitamente. E serão três as modalidades: teatro, música/musicalidade para a cena e gestão de grupos - todas ministradas por integrantes dos Clowns de Shakespeare que estarão aqui em Salvador durante quase todo o mês.

Portanto, é preciso estar atento! Acompanhar o blog (tanto este como o do TVV- www.teatrovilavelha.com.br/blog). E assim que abrirmos as inscrições, é só enviar seu e-mail o quanto antes pra garantir sua participação nestas oficinas que terão apenas 20 vagas cada uma.

No mais, o planejamento destas aulas tem fluído num entusiasmo só. A gente tá preparando uma oficina onde pretendemos misturar nossos jogos e dinâmicas com alguns exercícios que pudemos testar com o Fernando durante o período em que esteve aqui em janeiro trabalhando a leitura do "Trabalhso de Amor Perdidos" conosco. vai ter de tudo: coelhinho na toca, bandeira, bolinhas, vilão, 1ª palavra, caboré, 4x4 (jogo do andamento ou ritmo... ai meu deus, ainda me confundo com essa nomenclatura!), até chegarmos na nossa colcha de retalhos.

Simbora! Quarta-feira, dia 04/02 tá chegando!